Hoje estive pensando como seria o post inaugural do blog. Qual a assunto abordar? Como deveria ser o texto de abertura?
Sabe estas tempestades mentais que nos a comete, principalmente aqueles que como eu tem a capacidade de pensar em muitas coisas muito rápido, dando conta depois que não conseguiu na realidade foi em pensar em nada. Pois bem, hoje foi um dia desses. Só que como a todos que sofrem desse mesmo problema (ou capacidade) muitas vezes acontece que no momento que não se está em perseguição do assunto, surge o mote, a idéia.
O que me surgiu então foi na realidade o óbvio, já que me propus a construir um espaço para que por mais que sejam variados os assuntos, o principal seja compartilhar, somar, discordar, ouvir, falar, me expressar e no final que o crescimento seja a percepção lógica de todos que participam.
A idéia de por em voga a ” Sociedade da Informação” e o princípio do “Commons” como objetivo de se ter essa sociedade lastrada nos ideais do bem-estar de todos que a compõe, vem a ser uma proposta para que os pensamentos que possam construir esse novo mundo sejam feitos por todos.
Pensando em tudo isso resolvi me apossar de fragmentos de pensamentos, de coisas que li ou aprendi. Coisas essas que nem sempre me apontaram respostas, mas me forçaram a reflexão. Me lembro por exemplo, do meu primeiro contato com o mundo do software livre e de como tudo aquilo era novo e confuso. Como era possível uma turma enorme pelo mundo capaz de dispor do seu tempo e da sua inteligência para construir algo que não tivesse sua lógica de produto ligado ao sentimento desenfreado de obter lucro. Ou ainda as dezenas de vezes em que tentei compreender por que a lógica do socialismos não atraia o mundo, já que o principio que as pessoas confessam em sua maioria seja da bondade e do bem estar de todos. Ou ainda como pensar em uma sociedade conectada, colaborativa, livre e ainda ter que pensar de que forma podemos ter a privacidade assegurada.
São tantas questões , tantos assuntos, que me ocorreu que não encontro as respostas nos outros e sim naquilo que consegui aprender com máximo de pessoas que conseguir ouvir e ainda sim ter o exercício diário de estar renovando meus pensamentos, minhas posições. Já que não só eu nesse mundo estou na busca da construção de um novo pensamento ou nova ordem.
” Posto que não há leituras inocentes, comecemos por confessar de que leituras somos culpados” Lois Althusser
“Até agora os filósofos limitaram-se a interpretar o mundo; trata-se de agora é de transformá-lo” Tese XI sobre Feuerbach
Portanto, diante dessas duas citações acima me sinto na responsabilidade de convidar à todos e todas que esse espaço, a primeiro momento de ordem particular seja transformado em espaço público de transformação. Qual seria à formula? Não sei. Mas estou disposto a descobrir.
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